A essência do estúdio Syamatara Yoga
Meu nome é Pollyanna Assi, sou professora de Yoga e estudante de Vedanta. Muitas pessoas perguntam sobre a origem do nome do estúdio. A verdade é que o Syamatara Yoga e Terapias Integrativas não foi uma escolha pronta, o nome foi se revelando aos poucos, através de uma jornada pessoal de prática e intuição.
Tudo começou anos atrás, em uma vivência de meditação e pintura da qual participei. A proposta do exercício era materializar no papel o que inspirava o meu caminhar e, ao final, dar um nome para essa representação. Naquela prática, desenhei um arquétipo de mim mesma com as mãos emanando luz, traduzindo o meu desejo de atuar através do cuidado e da energia, algo que já pulsava na minha conexão com o Reiki. Nomeei de Tārā , um termo em de sânscrito que significa "estrela", e remetia a algo brilhante, o que combinava com as mãos luminosas do desenho que fiz.
Tempo depois, quando iniciei minha formação em Yoga e comecei a pensar neste espaço, precisei definir um nome que traduzisse a energia que eu desejava cultivar aqui. Lembrei daquela vivência, mas senti que Tārā, isoladamente, poderia trazer conotações diferentes no contexto ocidental.
Busquei então sinônimos e associações em sânscrito e li algo sobre Śyāmatārā. Śyāma significa "escura" ou "verde-profunda", e Tārā, significa "estrela" ou "aquela que liberta". Aprendi que esta é a forma como os orientais denominam a Tara Verde, o arquétipo que representa a ação compassiva e a transformação. Tem uma similaridade também com Kuan Yin, ambas atuando como emanações maternas de proteção e cura que resgatam os seres do sofrimento. Embora eu não conheça profundamente o budismo e suas deidades, senti uma conexão imediata com essas frequências.
Ainda assim, pairava uma dúvida sobre o nome. Levei então esse questionamento como sankalpa (intenção) para uma aula de Yoga, pedindo clareza e confirmação. No final da prática, durante o savasana, minha professora Michelle colocou uma música que me emocionou profundamente.
Ao perguntar sobre ela, recebi a resposta: "Qual música, a da Tara?". Aquela sincronicidade foi o sinal que guardei no meu coração como um "sim" definitivo para seguir este caminho.
Tempos depois, ao estudar sânscrito com mais profundidade, percebi que a pronúncia técnica correta seria Shyamatara. Aprendi que o nome de um espaço é como um compromisso. Hoje, sei dessas nuances, mas escolhi manter o nome como ele se apresentou ao meu coração e à minha jornada: com a força da intuição e a sinceridade de quem construiu este lugar para compartilhar o bem-estar.
O Syamatara Yoga é um espaço favorável para que possamos nos conectar com a nossa própria luz. Aqui, seguimos o caminho da simplicidade, do equilíbrio entre corpo e mente e da vontade genuína de se investigar e se lapidar em prol do bem maior, com a certeza de que nunca estamos sozinhos nesta jornada. Quando qualificamos a mente e deixamos o coração aberto, nos conectamos com energias de alta vibração que nos auxiliam neste processo contínuo de autoconhecimento.




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